“Colaborações”: patrões e extrema direita, o retorno de ligações perigosas
"Hitler em vez da Frente Popular" : embora a extrema direita nunca tenha estado tão perto do poder na França, será que o slogan do Comité des Forges, um poderoso sindicato patronal do início do século XX, está voltando aos círculos discretos das grandes empresas? Esta é a profunda convicção do jornalista Laurent Mauduit, cofundador da Mediapart e profundo conhecedor do mundo empresarial, para quem os patrões franceses de hoje estão tão apavorados quanto em 1936 com a ideia de ver a esquerda ascender ao poder novamente. "A história se repete e o reflexo de classe é o mesmo", afirma Mauduit em "Colaborações", livro investigativo a ser publicado em 11 de setembro: um termo que se refere aos tempos sombrios de Vichy "usado deliberadamente nesta obra", especifica.
O autor remonta o início do flerte dos chefes com Marine Le Pen e Eric Zemmour ao inverno de 2023, quando o ex-CEO da EDF, Henri Proglio, apareceu à mesa do chefe do Rally Nacional, que o convidou para um grande restaurante parisiense, o Chez Laurent. "Algo que nenhum outro grande chefe francês ousara fazer." Até então, apenas o bilionário Vincent Bolloré e seu companheiro Pierre-Edouard Stérin haviam assumido abertamente sua agenda política de extrema direita. Mas Proglio é apenas uma captura entre outras para a herdeira da butique Le Pen: "Todos os CEOs mais famosos, como eu, tiveram contatos com Marine Le Pen, mas sem o declarar. Neste d
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